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Memorando de Pesquisa: Efeitos previstos do desmatamento no clima regional de Rondônia

Por Cassie Sevigny e Fernando de Sales


O projeto Conexões entre Água e Produção Rural (CAP) investiga se e quais agricultores adaptam seus sistemas de produção quando experimentam variabilidade hídrica, quais adaptações eles fazem e se essas adaptações reduzem as perdas de renda quando ocorrem secas. A melhor compreensão desses feedbacks informará os esforços das agências governamentais e da sociedade civil para ajudar os agricultores a responder à escassez de água. Este memorando de pesquisa descreve como diferentes cenários de desmatamento afetariam os padrões de chuva e temperaturas em Rondônia.


Figura 2: (a) Distribuição da cobertura do solo na grade aninhada do domínio a partir de 2015 a partir de dados MapBiomas. (b) Proteção florestal em Rondônia: proteção alta (azul escuro), moderada (verde) e baixa (cinza). As áreas de baixa proteção incluem propriedades privadas e terras públicas não designadas. Os triângulos preenchidos em (a) indicam a localização dos principais centros urbanos. De norte a sul: Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji‐Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.


Pergunta de pesquisa: Quais são os efeitos do desmatamento no ciclo da água e no clima de Rondônia?


Um recente artigo de Fernando de Sales, Thais Santiago, Trent Biggs, Katrina Mullan, Erin Sills e Corrie Monteverde explora os efeitos do desmatamento nos padrões climáticos de Rondônia. Os pesquisadores usam observações e dados de sensoriamento remoto para informar simulações climáticas baseadas em vários cenários de desmatamento. Este estudo difere de estudos anteriores na medida em que usa distribuição realista da vegetação e taxas de desmatamento baseados em dados de satélite atualizados. Compreender os efeitos das interações terra-atmosfera pode ajudar decisores políticos e agricultores a antecipar os impactos negativos da degradação da terra e as mudanças climáticas, e ajudar a preparar estratégias de mitigação para limitar esses impactos.

De Sales et al. levanta a hipótese de que a degradação da terra por meio do desmatamento, combinada com o aquecimento global, diminuirá as chuvas e aumentará as temperaturas. Os cenários simulados mostram que o desmatamento de áreas florestais protegidas teriam diversos efeitos. Em geral, nas áreas recém-desmatadas haveria mais chuvas durante a estação seca, mas durante as tardes o solo ficaria mais quente e seco. A diminuição da umidade nas tardes pode prejudicar a vegetação natural remanescente. Fora das áreas desmatadas, principalmente em centros urbanos e agrícolas, as chuvas à tarde podem diminuir em até 30% durante a estação seca. Essas mudanças climáticas têm o potencial de impactar negativamente a produtividade agrícola. Esta descoberta corrobora pesquisas existentes que mostram mudanças nos padrões de vento e chuva após o desmatamento. Também reforça o papel benéfico das áreas florestais protegidas na manutenção do clima e dos recursos hídricos do estado. Estudos como este podem ajudar a informar a políticos para evitar mais desmatamento nessas áreas.

Saiba mais sobre a pesquisa de Fernando de Sales em fdesales.sdsu.edu.


De Sales, Fernando, Thais Santiago, Trent W. Biggs, Katrina Mullan, Erin O. Sills, and Corrie Monteverde (2020). Impacts of protected area deforestation on dry‐season regional climate in the Brazilian Amazon. Journal of Geophysical Research: Atmospheres, 125, e2020JD033048. https://doi.org/10.1029/2020JD033048


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Connections between Water and Rural Production: Sociohydrological Systems on a Tropical Forest Frontier

Project funded by the National Science Foundation: CNH-L #1825046

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